Depois de passar pelo Festival do Rio 2017 e pela 41ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, o documentário Cartas Para um Ladrão de Livros, que conta a história de Laéssio Rodrigues de Oliveira, considerado pelas autoridades brasileiras o principal ladrão de obras raras do país, fará sua estreia nacional no dia 01 de março, produzido e distribuído pela Boutique Filmes, responsável pela primeira produção original da Netflix no Brasil, a série 3%.

O longa tem estreia prevista para 1 de março. Duração: 1h 36m

Laéssio é acusado de furtar bibliotecas em pelo menos cinco estados, à procura de obras de elevado valor histórico, artístico e econômico – de fotos da corte brasileira do século 19, passando pelos primeiros mapas do país feitos a mão, a gravuras assinadas por artistas europeus, como o alemão Rugendas.

O documentário tem como ponto de partida as correspondências trocadas entre um dos diretores do filme e o próprio Laéssio, nos períodos em que ele estava preso. Ao todo, Laéssio já passou mais de dez anos detido em penitenciárias de São Paulo e do Rio de Janeiro, onde se encontra atualmente recolhido.

Resultado de um projeto de cinco anos, o longa-metragem – além de traçar um perfil da polêmica figura de Laéssio, a partir de depoimentos reveladores – levanta o debate sobre a preservação da memória do país.

Esse é o quarto longa-metragem dirigido pela dupla Caio Cavechini e Carlos Juliano Barros, que assinam juntos Entre os Homens de Bem (2016), Jaci – Sete Pecados de uma Obra Amazônica (2014) e Carne Osso (2011).

Sinopse
Laéssio Rodrigues de Oliveira é considerado pelas autoridades brasileiras o maior ladrão de livros raros do país. Ao longo dos últimos cinco anos, este documentário tentou narrar sua trajetória, num percurso que inclui quatro passagens pelo sistema carcerário. Não é uma história comum a do jovem balconista de uma padaria, obcecado por papéis antigos, que passa a frequentar as altas rodas de merchants e colecionadores de arte e, em seguida, as páginas dos cadernos policiais. Ao mesmo tempo, a decisão de contá-la envolve dilemas para os quais nem Laéssio nem o próprio documentário estavam preparados. Ainda que por caminhos tortos, Laéssio evidencia a necessidade de o Brasil cuidar de sua própria História.

Autor Sil Ramalho

Adoro filmes. Não ligo para o gênero, desde que ele seja um bom entretenimento. Foi pensando nisso que resolvi abrir um site e escrever sobre o que acontece neste universo mágico. Aqui no Fila da Pipoca vou falar de tudo um pouco: curiosidades do cinema, alguns posts bem humorados, bastidores, celebridades, enfim...tudo como se fosse uma conversa. Só vai faltar o café, pão de queijo, refrigerante, o que você quiser para sentirmos que estamos juntos, sentados em lugar bem agradável falando sobre o que mais gostamos: Cinema!

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