Depois que Cesar vê seu grupo sendo massacrado, ele entra em uma guerra contra um exército de homens liderados por um impiedoso coronel.

Cesar vai ter que lutar contra seus instintos mais sombrios porque um sentimento de vingança se apoderou dele e essa nova jornada de Cesar poderá definir o futuro do planeta. Duração: 2h 20m

Nossa avaliação:

Enredo
Elenco
História
Trilha sonora
Desenvolvimento
Direção
Cenário
Média

Os fãs devem se orgulhar de Planeta dos Macacos: A Guerra pois o longa conseguiu unir efeitos especiais fantásticos e de muito realismo para contar uma história cheia de emoção criada por Matt Reeves que assina a direção e o roteiro do longa.

Vamos dar uma voltinha no tempo só para entender como Cesar, líder dos macacos chegou até aqui…A Guerra.

Planeta dos Macacos: A Origem, é uma introdução para apresentar Cesar, o macaco que tem uma inteligência singular. A pessoa que está monitorando o comportamento de Cesar é o cientista, Will Rodman (James Franco). Mas as coisas dão errado e Cesar acaba sendo detido em um laboratório junto com outros macacos. Daí pra frente ele acaba liderando uma rebelião contra os seres humanos e conhece Koba, um macaco perverso pra dedéu e que sofreu muito nas mãos dos humanos e não os perdoa, muito pelo contrário, Koba quer vingança. Nesse filme parece que os humanos acabam vencendo.

Planeta dos Macacos: O Confronto, os humanos desenvolvem uma doença causada por um vírus transmitido pelos macacos, a Gripe Símia, então os humanos se unem para exterminá-los. Correndo em paralelo na história, dentro da comunidade dos macacos existe uma briga pela liderança entre Koba e Cesar. Cesar não quer briga, nem mortes, mas Koba é doido por um massacre básico e ele tem o DNA da maldade lembram? Aquilo que eu contei do primeiro longa? Pois então…Koba vai desandar o caldo e dividir a comunidade entre os que apoiam ele e os que apoiam Cesar e o pior, vai começar uma batalha. Nesse filme parece que não existem vencedores. Humanos e macacos ficam empatados.

Em Planetas do Macacos: A Guerra, Cesar continua defendendo seus amigos e sua família por conta do que Koba começou em Planeta dos Macacos: O Confronto. Nessa nova história, Cesar segue uma jornada para fazer o que ele sempre condenou em Koba, vingança, e terá que controlar seus instintos mais violentos.

Andy Serkis, que interpreta Cesar, ao longo da franquia fez seu personagem crescer e ficar cada vez mais humano e agora ele luta contra seus valores. A guerra é mais interna do que se pensa.

O motion capture também se modernizou possibilitando um aprimoramento da técnica e isso possibilitou honrar as performances dos atores no que se refere a movimentos corporais e expressões faciais. A qualidade técnica em apresentar um macaco muito real impressiona. Os pelos de seu corpo, a neve que cai sobre os pelos, isso tudo é muito real.

O longa é dramático e a trilha sonora tensa vai mergulhar o público ainda mais nesse clima. Cenas violentas dos dois lados com macacos e humanos gladiando-se entre si. Macacos enjaulados e sendo maltratados e humilhados são cenas chocantes e tristes.

Mas o longa tem um momento de frescor e relaxamento quando Cesar e seu pequeno grupo encontra o Macaco Mal (que de mal ele não tem nada). O Macaco Mal, personagem de Steve Zahn conhecido por alguns filmes de comédia, é divertido, medroso e quando ele aparece em cena sempre algo engraçado acontece.

O perverso coronel, interpretado brilhantemente por Woody Harrelso, lidera um exército de soldados que gritam palavras de ordem ofensivas contra os macacos e quer exterminá-los porque ele acredita que os humanos serão extintos e os macacos herdarão a terra. Antes que isso aconteça, a raça de Cesar deverá padecer.

A história é cheia de metáforas que falam sobre problemas sociais. Tanto macacos como humanos são afetados por preconceitos, intolerância, violência.

Andy Serkis está no Brasil divulgando este filme e o ator disse que essa história, que começou em 1968 com Charlton Heston, sempre teve como objetivo usar metáforas para falar sobre os problemas sociais.

Nós vivemos atualmente em um mundo intolerante. Pessoas não se respeitam. Os valores parecem invertidos. Governantes intransigentes e esse longa fala justamente de muitos assuntos que vive hoje a humanidade.

No filme como na vida sentimos que falta ordem, um pensamento no coletivo. Não existe entendimento onde prevalece a intolerância. Não existe diálogo onde há um ditador. Nós precisamos buscar viver em harmonia. Mais amor, por favor.

Os macacos e os humanos são mais uma vez, metáfora para mostrar que não importa a diferença física que possa existir, precisamos nos respeitar e viver em paz, entendendo as necessidades e dificuldades um do outro.

Existem dois detalhes interessantes do longa: O primeiro é em relação a Nova, a garota que acaba ficando com a trupe de Cesar. Essa menina é uma menção a humana muda do primeiro filme de 1968 que foi interpretada por Linda Harrison. A moça é mantida em cativeiro e conhece George Taylor (Charlton Heston) o astronauta que caiu nesse planeta. Essa menina loira desse novo longa, Planeta dos Macacos: A Guerra, será a responsável por resgatar o lado humano de Cesar. O líder dos macacos não vive somente uma guerra com os humanos, ela é mais intensa dentro de si mesmo, de sua alma.

O segundo detalhe é a cena da praia avistada pelos macacos que também remete ao clássico de 1968 que foi onde a nave do astronauta George Taylor caiu.

Planeta dos Macacos: A Guerra chega aos cinemas nacionais dia 3 de agosto com distribuição da Fox Film do Brasil.

Visite a sala IMAX do Shopping Eldorado em São Paulo e sinta toda a magia de estar ao lado de Cesar e seus amigos e potencialize sua emoção!

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Autor Sil Ramalho

Adoro filmes. Não ligo para o gênero, desde que ele seja um bom entretenimento. Foi pensando nisso que resolvi abrir um site e escrever sobre o que acontece neste universo mágico. Aqui no Fila da Pipoca vou falar de tudo um pouco: curiosidades do cinema, alguns posts bem humorados, bastidores, celebridades, enfim...tudo como se fosse uma conversa. Só vai faltar o café, pão de queijo, refrigerante, o que você quiser para sentirmos que estamos juntos, sentados em lugar bem agradável falando sobre o que mais gostamos: Cinema!

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