O tema central do filme aborda um momento da história da Coréia do Sul em que o ditador militar Park Chung-hee havia sido morto, e os militares ainda detinham um forte controle sobre o país e a lei marcial vigorava com um rigoroso toque de recolher. Pela visão do diretor coreano Hun Jang, a revolta na cidade de Gwangi em 1980 é descrita como violenta, autoritária e desumana. Duração: 2h17m

Nossa avaliação:

Enredo
Elenco
História
Trilha sonora
Desenvolvimento
Direção
Cenário
Média

Kim Man-Seob (Song Kang-Ho) é um taxista de Seul, viúvo e que tem uma filha. Cheio de dívidas e acumulando problemas, Kim Man-Seob fica sabendo entre os seus colegas sobre um jornalista alemão que está disposto a pagar uma boa quantia para quem o levar até Gwangiu. Kim Man-Seob, desconhecendo o que ocorre nessa região e desesperado em quitar suas obrigações e preocupado com sua filha ele procura o jornalista estrangeiro. Seu nome é Peter (Thomas Kretschmann) e os dois partem para Gwangiu.

Kim Man-Seob irá se arrepender de diversas maneiras depois de entrar em Gwangiu. A vida do taxista nunca mais será a mesma.

O Motorista de Táxi em seu primeiro momento é descontraído e dá a impressão que ele vai ter um enfoque divertido, mas depois de sua primeira meia hora, o longa sofre uma inversão e a comédia dá lugar a tensão que depois vira violência, agressão.

Desde os mais antigos acontecimentos, a história é sempre contada pelo homem. Com inúmeras versões ou apenas falta de argumentos ela é rebatida ou aceita dependendo do ponto de vista ou das verdades comprovadas dos fatos.

Pela visão do diretor coreano Hun Jang, a revolta na cidade de Gwangi em 1980 é descrita como violenta, autoritária e desumana. Segundo sua história contada a partir do roteiro de Yu-na Eom, depois do ditador militar Park Chung-hee ser morto, os estudantes se rebelavam contra o regime pois os militares ainda detinham o controle do poder. O diretor usou do apelo dramático para mostrar a opressão militar contra os cidadãos e os jovens.

O filme chama a atenção para uma polêmica que a anos vem sendo alvo de críticas sobre o modo como essa história tem sido contada aos jovens onde conservadores e movimentos de esquerda defendem seus argumentos. Essa versão do filme não parece ser a versão conservadora, e espero que gere uma discussão sadia sobre essa questão.

Sinopse

Um taxista de Seul é contratado por um jornalista estrangeiro para levá-lo até a cidade de Gwangju. Ao chegar lá, eles se deparam com o lugar tomado pelo governo militar e com os cidadãos, liderados por um grupo de estudantes, reivindicando liberdade. O que começa com uma simples corrida de táxi se torna uma luta pela sobrevivência em meio à Revolta de Gwangju, em maio de 1980.

Nota da Fila da Pipoca

Os filmes nos inspiram, nos instigam a pensar, a sonhar, a refletir, e não podemos esquecer que eles nos trazem a visão do mundo, e o que se discute nele, pelas lentes de um cineasta.

Não sou uma expert sobre história da Coreia, mas lendo jornal, acompanhando as notícias atuais e correndo atrás das duas versões sobre o ocorrido em 1980 na Coreia do Sul, fiz um apanhado das diferenças que notamos entre as duas.

Já sabemos que a Coreia é dividida em Coreia do Norte e Coreia do Sul. A Coreia do Norte é comandada por Kim Jong-un do Partido Trabalhista da Coreia, e sua economia é totalmente controlada pelo governo pois se enquadra em um modelo socialista. No ranking econômico mundial, a Coreia do Norte ocupa o 122º lugar. O índice de desenvolvimento humano ou IDH é médio (dados consultados de 2013) e o percentual de alfabetização é de 100% (dados consultados de 2008). Encontrei somente os dados de alfabetização bem defasados e não o índice de analfabetismo.

A Coreia do Sul é a quarta maior economia da Ásia e possui a 11ª maior economia mundial. Seu presidente é Moon Jae-in que governa sob uma República Democrática Representativa Presidencialista.  O índice de desenvolvimento humano é muito alto (dados consultados de 2016) e o percentual de analfabetismo é 0,3% (dados consultados de 2014).

A título de comparação, fui procurar a posição do Brasil nestes dois itens acima. O percentual mundial quanto ao IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) é péssimo. O Brasil ocupa a 79ª posição (março de 2017) e o percentual de analfabetos é de 8 % (2015), também péssimo, apesar de ter caído 4% se comparar com 2014. Em 2010 a taxa de alfabetização ficou em 90,4%.

O Motorista de Táxi tem estreia nessa quinta-feira, 11 de janeiro de 2018 com distribuição da California Filmes.

Fonte pesquisa sobre os hankings acima e outros temas importantes

Taxa de alfabetização da Coreia do Norte

Como que a Coreia do Norte paga por seu sofisticado programa militar?

Economia da Coreia do Norte

Coreia do Norte

Índice de desenvolvimento humano da Coreia do Sul

Coreia do Sul

Coreia do Norte e Coreia do Sul: Pobreza e Prosperidade

História Polêmica na Coreia do Sul

Analfabetismo no Brasil

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Autor Sil Ramalho

Adoro filmes. Não ligo para o gênero, desde que ele seja um bom entretenimento. Foi pensando nisso que resolvi abrir um site e escrever sobre o que acontece neste universo mágico. Aqui no Fila da Pipoca vou falar de tudo um pouco: curiosidades do cinema, alguns posts bem humorados, bastidores, celebridades, enfim...tudo como se fosse uma conversa. Só vai faltar o café, pão de queijo, refrigerante, o que você quiser para sentirmos que estamos juntos, sentados em lugar bem agradável falando sobre o que mais gostamos: Cinema!

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