Cate Blanchett está como sempre, maravilhosa. Não dá para imaginar outra pessoa que pudesse estar em seu lugar representando esses diversos monólogos com perfis de personagens tão diferentes. Mas se a atuação de Blanchett é indiscutível, a narrativa do longa…não. Duração 1h 35m

Nossa avaliação:

Enredo
Elenco
História
Trilha sonora
Desenvolvimento
Direção
Cenário
Média

Usando diálogos divertidos ou metafóricos ou que parecem desnortear o público, o longa é uma provocação ao que se tem como história da arte e novos artistas que vão surgindo ao longo dos anos.

Manifesto tem 95 minutos que na sua totalidade são discursos questionando a função da arte na sociedade atual, mas acaba por ser um pouco entediante.

As frases e os cenários, propositalmente ou não, mudam de uma forma que é difícil acompanhar o raciocínio do que se vê na tela. Quando você está se familiarizando ou tentado entender o que se passa, logo lhe é dado um novo tom na narrativa.

O filme é incontestavelmente bem feito, fotografia, tomadas aéreas, mas infelizmente poucos entenderão o seu significado. Eu tive um pouco de dificuldade pois desconheço algumas das obras que são representadas e contextualizadas politicamente por Blanchett, então minha análise é muito precária.

O longa faz parte da 41ª Mostra de Cinema Internacional de São Paulo e tem estreia nacional dia 26 de outubro exceto em São Paulo onde será dia 2 de novembro com distribuição da Mares Filmes. Manifesto ainda fez parte do Tribeca Film Festival, Festival de Sundance, Festival de Roterdã 2017 e Festival do Rio 2017.

“A arte diz o indizível, exprime o inexprimível, traduz o intraduzível” Leonardo Da Vinci

“Um bom artista copia, um grande artista rouba” (Leonardo Da Vinci)

“Nada é original. Roube de qualquer lugar que ressoa com a inspiração ou de combustíveis para sua imaginação. Devore filmes antigos, novos filmes, música, livros, pinturas, fotografias, poemas, sonhos, conversas aleatórias, arquitetura, pontes, placas de rua, as árvores, as nuvens, as massas de água, luz e sombras. Selecione somente para roubar coisas que falam diretamente à sua alma. Se você fizer isso, o seu trabalho (e roubo) será autêntico.

Autenticidade é inestimável; originalidade é inexistente. E não se sinta incomodado em esconder seu roubo – o celebre se você sentir vontade.
Em todo caso, lembre-se sempre o que Jean-Luc Godard disse: “Não é de onde você pega as ideias, mas para onde você as leva” (Jim Jarmusch)

Sinopse

Os históricos manifestos de arte podem ser aplicados à sociedade contemporânea? Uma homenagem às declarações artísticas e inovadoras do século XX, dos futuristas e dadaístas ao Pop Art, Fluxus, Lars von Trier e Jim Jarmusch, esta série de reencenações interpretadas por Cate Blanchett explora os componentes performativos e o significado político dessas declarações.

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Autor Sil Ramalho

Adoro filmes. Não ligo para o gênero, desde que ele seja um bom entretenimento. Foi pensando nisso que resolvi abrir um site e escrever sobre o que acontece neste universo mágico. Aqui no Fila da Pipoca vou falar de tudo um pouco: curiosidades do cinema, alguns posts bem humorados, bastidores, celebridades, enfim...tudo como se fosse uma conversa. Só vai faltar o café, pão de queijo, refrigerante, o que você quiser para sentirmos que estamos juntos, sentados em lugar bem agradável falando sobre o que mais gostamos: Cinema!

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