Drama baseado em fatos reais acompanha história que ocorreu em Detroit no verão de 1967. A cidade acaba vivendo cinco dias de intensos protestos e violências quando um grupo de policiais fazem uma intervenção em um bairro, onde a maioria das pessoas são negras, e provoca a maior perturbação de ordem pública nos Estados Unidos levando a um conflito civil com consequências graves para a cidade. Duração: 2h 23m

Nossa avaliação:

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O longa aborda violência, racismo, abuso de autoridade e a justiça tratando seus iguais diferentes. Tudo isso leva uma cidade ao caos culminando em uma zona de batalha.

Desde o início o filme é tenso e delicado como uma granada ativada. Os nervos estão a flor da pele tanto da sociedade civil (em sua maioria negra) quanto da polícia local.

A mesma diretora de Guerra ao Terror (que levou seis Oscars inclusive de melhor direção e melhor filme) Kathryn Bigelow explora da forma como ela mais gosta de fazer o terror psicológico levando o público para dentro do conflito.

O tema central de Bigelow é narrar o ocorrido na noite de 25 para 26 de julho de 1967, no Motel Algiers. Dois dias depois que o caos se instalou em Detroit e o exército foi chamado para conter a violência, saques e intensos protestos, registrou-se um disparo vindo de um motel. Nessa mesma noite forças policiais civis e militares interrogaram os hóspedes e se utilizaram da força bruta e um jogo psicológico mortal como forma de intimidação para arrancar uma confissão de alguém. O saldo nessa horrível noite foram três homens mortos por armas de fogo e outras pessoas seriamente agredidas. A realidade mostrada em fotos, entre uma cena e outra, não deixa dúvidas de que a ficção é uma reconstituição do que aconteceu.

A versão mostrada no longa é contada pelas vítimas e relatada também por pessoas próximas do incidente.

Detroit é uma das cidades mais violentas dos Estados Unidos e que mais sofre com a discriminação. Desigualdade social, crescente desemprego, falta de oportunidades, Detroit praticamente se destruiu levada por um ódio latente da maioria de seus habitantes. Um quadro muito triste.

A diretora em entrevista ao Última Hora, de Portugual, disse que a história se passou a cinquenta anos, mas poderia ser bem atual. O incidente no Motel Algiers era de conhecimento das pessoas de Detroit, mas fora da cidade poucos sabiam. Era uma história que ela achou que tinha que ser contada.

A Sil aqui do Fila da Pipoca acha que a discriminação de qualquer natureza está muito longe de acabar. A intolerância parece fazer parte do ser humano e é dever de todos nós refletirmos sobre o que acontece a nossa volta e tratarmos os outros como gostaríamos que nos tratassem. Simples assim.

Detróit em Rebelião (Detroit) estreia nos cinemas nacionais dia 12 de outubro com distribuição da Imagem Filmes.

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Autor Sil Ramalho

Adoro filmes. Não ligo para o gênero, desde que ele seja um bom entretenimento. Foi pensando nisso que resolvi abrir um site e escrever sobre o que acontece neste universo mágico. Aqui no Fila da Pipoca vou falar de tudo um pouco: curiosidades do cinema, alguns posts bem humorados, bastidores, celebridades, enfim...tudo como se fosse uma conversa. Só vai faltar o café, pão de queijo, refrigerante, o que você quiser para sentirmos que estamos juntos, sentados em lugar bem agradável falando sobre o que mais gostamos: Cinema!

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