Trinta anos se passaram depois dos acontecimentos do primeiro longa e agora um novo Blade Runner, o oficial K do Departamento de Polícia de Los Angeles (DPLA) (Ryan Gosling), descobre um segredo há muito esquecido e que tem o potencial de arrastar para o caos o que restou da sociedade. O achado de K o leva a uma missão para encontrar Rick Deckard (Harrison Ford), um antigo runner da DPLA que está desaparecido há trinta anos. Duração: 2h 43m

Nossa avaliação:

Enredo
Elenco
História
Trilha sonora
Desenvolvimento
Direção
Cenário
Média

Sem Spoilers – Nada além do que está na sinopse do longa

Para entender os eventos de Blade Runner 2049 seria interessante assistir ao filme anterior mas a sua sequência está tão perfeita e até mais clara que a de Ridley Scott que até esse detalhe se torna irrelevante, mas um breve resumo da história talvez possa ajudar um pouco a ajudar a entrar nesse clima cibernético fascinante então, segue abaixo:

Blade Runner: O Caçador de Andróides (1982), que apesar do fracasso comercial na época (muito se deve pelo fato do filme fazer o público refletir, de forma sutil, sobre questões morais, éticas e o sentido da vida) virou um clássico de Ridley Scott, considerado até hoje um dos melhores filmes já feitos e um dos principais exemplos do gênero neo-noir.

A história se passa no ano de 2019 onde Los Angeles tornou-se uma metrópole sombria e deprimente, com uma sociedade decadente. Rick Deckard (Harrison Ford), um ex-policial, é um Blade Runner. Runner são pessoas designadas para exterminar replicantes. Os replicantes são androides que parecem seres humanos reais que acabam sendo usados como escravos para colonizar outros planetas. Quando um grupo de replicantes provocam um motim em uma colônia fora da Terra, esse ocorrido faz com que qualquer replicante encontrado na Terra seja ilegal devendo ser exterminado. É aí que Deckard volta de sua aposentadoria para rastrear esses androides. À medida que ele os rastreia, os encontra e os elimina, ele logo se depara com outro replicante: Rachel, androide que simula perfeitamente as emoções humanas, apesar de ser uma réplica dela mesma.

Enquanto Deckard fecha o cerco contra o líder do grupo de replicantes que quer acabar com a inteligência artificial, Deckard começa a duvidar de sua própria identidade, se questionando se ele é ou não humano.

Em Blade Runner 2049, trinta anos se passaram e um novo runner, ou caçador de androides, oficial de polícia K (Ryan Gosling), continua a caça aos replicantes.

Durante uma batida policial ele descobre um antigo e proibido segredo que pode colocar ainda mais caos em Los Angeles e isso vai obrigá-lo a encontrar Deckard (Harrison Ford) que está desaparecido.

O diretor Dennis Villeneuve fez um trabalho impecável com essa sequência, adicionando ao seu cyber punk elementos da tecnologia atual que fizeram de Blade Runner 2049 um filme respeitoso em relação ao seu criador, e ainda melhor que o primeiro de 1982, em linhas gerais, na minha opinião.

Com relação ao roteiro, discordo do diretor em apenas um detalhe, mas isso seria tema para uma outra oportunidade.

A fotografia é belíssima, os efeitos especiais são fantásticos, a trilha sonora que acompanha a trama está presente o tempo todo se tornando um personagem invisível e a escolha do elenco não poderia ter sido melhor, principalmente Ryan que se define cada vez mais por sua versatilidade. Ele é capaz de fazer com que nos apaixonemos por ele como em Diário de Uma Paixão, ou ele irá nos surpreender como um músico e dançarino em La La Land: Cantando Estações ou como agora, um destemido policial do futuro em uma ficção.

Ana de Armas está linda na pele de uma acompanhante holográfica; Robin Wright é a tenente Joshi; Jared Leto é Niander Wallace novo responsável pela empresa de inteligência artificial Tyrell; Davi Bautista é Sapper Morton, um agricultor do futuro, Sylvia Hoeks é Luv, uma replicante que trabalha para Wallace e claro…Harrison Ford como Deckard, o antigo runner que está desaparecido.

Blade Runner 2049 entra em cartaz amanhã, 5 de outubro com distribuição da Sony Pictures Brasil.

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Autor Sil Ramalho

Adoro filmes. Não ligo para o gênero, desde que ele seja um bom entretenimento. Foi pensando nisso que resolvi abrir um site e escrever sobre o que acontece neste universo mágico. Aqui no Fila da Pipoca vou falar de tudo um pouco: curiosidades do cinema, alguns posts bem humorados, bastidores, celebridades, enfim...tudo como se fosse uma conversa. Só vai faltar o café, pão de queijo, refrigerante, o que você quiser para sentirmos que estamos juntos, sentados em lugar bem agradável falando sobre o que mais gostamos: Cinema!

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