Elisa é uma faxineira que trabalha em um laboratório onde um homem anfíbio está sendo mantido em cativeiro. Quando Elisa se apaixona pela criatura, ela elabora um plano com seu vizinho de apartamento para ajudá-lo a escapar.  Duração: 2h 3m

Nossa avaliação:

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Ambientado na época da guerra fria, entre 1950 e 1960, onde Estados Unidos e União Soviética viviam em constante tensão e hostilidades de ambos os lados, em um laboratório, uma criatura aquática masculina é mantida em cativeiro, e uma jovem muda, Elisa (Sally Hawkins – Paddington 2 – Jane Eyre) é encarregada da limpeza do local juntamente com sua amiga e colega de trabalho Zelda (Octavia Spencer – A Cabana, Estrelas Além do Tempo).

Elisa é uma pessoa solitária, condicionada em sua rotina diária tendo apenas dois amigos próximos: Zelda e seu vizinho do prédio de apartamentos onde ela mora, Giles (Richard Jenkins – Queime Depois de Ler, Kong: A Ilha da Caveira).

Elisa encontra naquele indecifrável ser uma oportunidade de ser aceita como ela é, afinal eles têm algumas coisas em comum, para ambos as palavras são totalmente dispensáveis, e se sentem solitários. O que ficamos sabendo sobre o homem anfíbio é que foi capturado na região da Amazônia onde parecia ser idolatrado como um Deus, e Elisa ficou órfã e quando criança alguém tentou cortar sua garganta.

A Forma da Água é uma história de amor onde o que menos importa é a aparência.

A Forma da Água é quase um conto de fadas, uma espécie de A Bela e a Fera sem o feitiço, ou talvez uma fábula onde você escolhe a moral da história. Foi a maneira que Guilhermo Del Toro criou um casal incomum para nos mostrar que o que menos importa é a aparência, o que vai falar mais alto é o coração.

Sally Hawkins (Elisa) e Doug Jones (Homem Anfíbio) ficam com os papéis mais difíceis. Hawkins construiu seu personagem se inspirando em filmes de Chaplin. Sua personagem abusa de expressões faciais, é doce, delicadamente sensual, divertida e determinada, já Jones explora a linguagem corporal já que a máscara que cobre o rosto de seu personagem não lhe proporciona isso, mas a dupla mostra muita química, poesia, pureza e sensualidade.

O personagem de Octavia Spencer, Zelda, é divertida, bem como Giles, um gay que ainda não se assumiu definitivamente interpretado por Richard Jenkins.

Ainda no elenco aparecendo de forma mais séria e sinistra está Michael Shannon (Foi Apenas Um Sonho) como Richard Strickland um agente do governo que parece ter a única tarefa de torturar o homem anfíbio, e  Michael Stuhlbarg (Me Chame Pelo Seu Nome) como o Dr. Robert Hoffstetler, um cientista que consegue ter um pouco de humanidade dentro daquele laboratório, o oposto de Strickland.

A história é embalada por uma trilha sonora bem diversificada que atravessa o tempo trazendo intérpretes como Carmem Miranda e Chica Chica Bum de 1941, A Summer Place com Andy Willians de 1962 ou La Javanaise na voz de Madeleine Peyroux, uma pitada mais contemporânea.

Vale destacar que o longa vem acumulando estatuetas desde a abertura da temporada de premiações e obteve 7 indicações ao Oscar 2018.

A Forma da Água chega aos cinemas nacionais dia 01 de fevereiro com distribuição da Fox Film do Brasil.

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Autor Sil Ramalho

Adoro filmes. Não ligo para o gênero, desde que ele seja um bom entretenimento. Foi pensando nisso que resolvi abrir um site e escrever sobre o que acontece neste universo mágico. Aqui no Fila da Pipoca vou falar de tudo um pouco: curiosidades do cinema, alguns posts bem humorados, bastidores, celebridades, enfim...tudo como se fosse uma conversa. Só vai faltar o café, pão de queijo, refrigerante, o que você quiser para sentirmos que estamos juntos, sentados em lugar bem agradável falando sobre o que mais gostamos: Cinema!

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